Mudando o Comportamento
Qual é o caminho para o processo de mudança em que cada parte espera que os outros mudem? Imagine por um momento as seguintes situações:
(1) Você concluiu com êxito um grande projeto - ganhou um cliente importante, convenceu o gerente de uma ideia e alcançou sua meta anual - está repleto de saúde, bem descansado, de bom humor e muito otimista quanto ao sucesso de seu plano atual. Entra no escritório do Sr. Santos para solicitar dados estatísticos para um projeto que você precisa o mais rápido possível.
- Como essa conversa acontecerá?
- Como você vai responder caso o Sr. Santos se mostre relutante? como lidar com a relutância dele?
(2) Você acabou de perder um grande projeto - Um importante cliente de repente desiste do negócio, o gerente ainda não está convencido de uma das suas ideias, da mesma forma que você pode não alcançar suas metas este ano - está cansado, nervoso, estressado. Agora o que você mais quer é iniciar um novo projeto e não falhar. Entra no escritório do Sr. Santos para solicitar as estatísticas para o novo projeto o mais rapidamente possível.
- Como essa conversa acontecerá?
- Como você vai responder caso ele se mostre relutante? e como lidar com a relutância dele?
É possível que, na primeira situação você tente ser paciente e amável, esteja preparado para falar com Sr. Santos, pensando em como ele é meticuloso, qual a possibilidade de chegar a um acordo mútuo para acelerar a liberação das estatísticas do projeto? Na segunda situação você reagiria fortemente e pressionaria o Sr. Santos que provavelmente reagiria negativamente e dificultaria a liberação das estatísticas do novo projeto?
O renomado psicólogo Kurt Lewin foi um dos primeiros a prestar atenção ao fato de que o comportamento humano não é meramente um reflexo de nosso caráter. De acordo com Lewin nosso comportamento é o resultado de uma interação completa entre as pessoas e o meio ambiente em que estão inseridos. A teoria afirma que as variações individuais do comportamento humano são condicionadas pela tensão e de acordo com a percepção que a pessoa tem de si e do ambiente.
Isto não é algo novo para a maioria das pessoas. "Você deveria ver meu chefe no clube de tênis! É uma pessoa completamente diferente!" ou "meu colega, Jones, é muito bom. Mas, recentemente, quando estávamos sob pressão, ele agiu como se a amizade não importasse!" Na vida cotidiana essas observações podem ser ouvidas todos os dias. As pessoas reagem ao seu ambiente e adaptam o seu comportamento. Em tempos difíceis desenham em nossa essência convicções internas do que é importante para nós e o que nos caracteriza. Com o Modelo de Personalidade persolog, através do uso dos perfil Pessoal é possivel fazer uma autoavaliação não só do nosso autoconceito público, mas também do autoconceito privado. Isso é, qual a imagem nós projetamos para o exterior, o que consideramos como comportamento adequado ao nosso ambiente profissional e na vida privada? Por que esta imagem é alinhada com as expectativas da sociedade? Como reagir espontaneamente, especialmente quando sob pressão?. Nessas situação, nossas convicções pessoais, que são formadas muito cedo no desenvolvimento do nosso mundo emocional, prevalece e reagem com mais força. Quando o conceito de autoimagem interna de uma pessoa emerge, ele ou ela experimentam uma transformação radical em seu comportamento público. Essa transformação permite que certos aspectos da personalidade sejam externados com mais força, enquanto outros reprimidos.



